
BEM-VINDO (A) À NOSSA ENCICLOPÉDIA PATRIMONIAL
A Enciclopédia Patrimonial é um espaço dedicado ao aprofundamento e à análise dos bens culturais de Ilhéus. Aqui são reunidos verbetes que discutem as dimensões históricas, sociais e simbólicas de cada patrimônio, sejam eles materiais, imateriais, naturais ou de memória coletiva.
Cada verbete é construído a partir de metodologias de pesquisas acadêmicas, com base em diversos tipos de fontes e bibliografias especializadas. Esse conjunto de informações permite que o visitante tenha contato com diferentes perspectivas, compreendendo não apenas a forma visível do bem, mas também os significados, práticas e relações sociais que ele carrega.
A Enciclopédia também se propõe como ferramenta de diálogo entre a produção acadêmica e a sociedade. Ao mesmo tempo em que organiza informações para estudantes, professores e pesquisadores, mantém uma linguagem clara e acessível ao público geral, incentivando o uso pedagógico, a formação cidadã e o reconhecimento da diversidade cultural da cidade.
Por ser um espaço em constante atualização, a Enciclopédia incorpora novas pesquisas e valoriza a participação da comunidade local, que pode contribuir indicando patrimônios ainda não registrados.
Boa consulta!
25 de mar. de 2026
Memória, Cultura e Patrimônio: a feira livre na formação social de Ilhéus
A feira livre deve ser compreendida como Patrimônio Cultural Imaterial, configurando-se como um lugar de memória, pertencimento e sociabilidade, onde se manifestam saberes tradicionais, costumes e práticas culturais. Em Ilhéus, consolidou-se historicamente como espaço de socialização e de construção de identidades, articulando o abastecimento urbano às dinâmicas do porto e da economia cacaueira. Mesmo com as transformações urbanas que levaram ao desaparecimento da primeira feira instalada no Largo do Cais, suas práticas e significados permaneceram em outros espaços da cidade, como na Feira do Malhado. Nesse sentido, torna-se importante compreender a feira a partir dos sujeitos que a vivenciam cotidianamente, evidenciando seu papel na preservação da memória, da cultura e das identidades locais.

Joel Victor Guimarães do Amparo
3 de mar. de 2026
A Caminhada em Memória dos Mártires do Rio Cururupe como patrimônio cultural imaterial de Ilhéus
Este trabalho analisa a Caminhada em Memória dos Mártires do Rio Cururupe como patrimônio cultural imaterial de Ilhéus. O texto questiona a ideia de que apenas prédios antigos ou tradições religiosas podem ser considerados patrimônio, discutindo por que manifestações ligadas à memória e à resistência indígena muitas vezes não recebem esse reconhecimento. Apresenta-se o massacre ocorrido no século XVI como marco da resistência Tupinambá e explica como a caminhada, realizada anualmente, mantém viva essa memória. Defende-se que a manifestação amplia a compreensão da história da cidade ao incluir a perspectiva indígena e contribui para valorizar a diversidade cultural de Ilhéus.

Julia Mendes Mauricio dos Santos
2 de mar. de 2026
Batalha da Ilha: juventude, rua e memória em disputa na cidade de Ilhéus.
O presente verbete apresenta a Batalha da Ilha como manifestação cultural vinculada ao movimento Hip Hop em Ilhéus. Fundada em 2023 e orientada pela prática da rima improvisada, a iniciativa constitui espaço de expressão juvenil, sociabilidade periférica e circulação de narrativas locais. O texto contextualiza sua dinâmica, inserção territorial e desdobramentos institucionais, destacando sua relevância na consolidação do Hip Hop no município. Argumenta-se que a batalha opera como prática de oralidade contemporânea e produção de memória no espaço urbano central.

Laíza Gama de Bulhões
2 de mar. de 2026
Palavra viva, poesia resiste aqui! Isso é Projeto Oriki!
O Projeto Oríki surge em 2025, em Ilhéus (BA), como iniciativa criada por Lazila (Laíza Gama) e Lua Sofia, articulando slam, Hip Hop e formação cultural. Estruturado como projeto-guarda-chuva, tem como eixo a competição de poesia falada e desdobra-se em ações de visibilidade artística por meio do Ori lança, espaço dedicado a artistas independentes sul-baianos. Inspirado na tradição iorubá dos oríkìs, o projeto compreende a palavra como prática de memória e ancestralização. Ao sediar etapas regional e estadual do Slam Bahia, consolidou Ilhéus como encruzilhada poética no interior do estado. O Oríki atua no enfrentamento da invisibilidade cultural, promovendo circulação, reconhecimento e permanência da produção artística afro-diaspórica no sul da Bahia.

