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Casarão da Sociedade União Protetora dos Artistas e Operários de Ilhéus

NATUREZA

Material

TEMÁTICA

Edificações

LOCALIZAÇÃO

Av. Dois de Julho, 140 - São Sebastiao, Ilhéus - BA, 45653-758, Brasil

SITUAÇÃO

Ruina

ACESSO

Fechado

RESPONSÁVEL

Sociedade União Protetora dos Artistas e Operários de Ilhéus — associação privada

DESCRIÇÃO DO PATRIMÔNIO

O Casarão da Sociedade União Protetora dos Artistas e Operários de Ilhéus é uma edificação histórica erguida em 1929 no centro de Ilhéus, que serviu como sede da associação cultural e social fundada em 1922, articulando práticas de sociabilidade, arte e atividades coletivas no período áureo da economia cacaueira. Ao longo de sua trajetória, o imóvel acolheu diversas funções culturais e comunitárias, como atividades de ensino artístico, rádio, capoeira e outros encontros sociais, refletindo a vitalidade das associações populares na história urbana ilheense. Tombado como patrimônio histórico municipal desde 1993, o casarão foi objeto, em abril de 2024, de um desabamento parcial de sua fachada; esse colapso ocorreu em um contexto de deterioração estrutural grave, com fissuras, rachaduras e oxidação visíveis em relatórios técnicos prévios, e o imóvel estava interditado pela Defesa Civil no momento do incidente.

JUSTIFICATIVA DE RELEVÂNCIA PATRIMONIAL

O Casarão da Sociedade União Protetora dos Artistas e Operários de Ilhéus apresenta relevância patrimonial por sua estreita vinculação à história do associativismo, da sociabilidade e das práticas culturais urbanas de Ilhéus ao longo do século XX. A associação que lhe deu nome integrou, desde sua fundação em 1922, instâncias de organização coletiva de artistas e trabalhadores, constituindo-se como espaço de articulação social em uma cidade profundamente marcada pela economia do cacau e pelas tensões entre diferentes grupos sociais. A presença do imóvel na paisagem literária e memorial de Ilhéus, inclusive citado em narrativas sobre a vida social da cidade, amplifica sua significação histórica. O tombamento municipal, ainda que formal, não foi acompanhado por políticas públicas efetivas de conservação, o que se traduziu em abandono prolongado e, em 2024, no desabamento de parte de sua fachada, em meio a relatos de ocupação irregular por moradores em situação de rua e condições precárias de manutenção estrutural.

ACESSIBILIDADE

Abandonado

MÍDIAS DO PATRIMÔNIO

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